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ECONOMIA
Carne pode ficar mais cara após reajuste do ICMS em RO

Data da notícia: 2026-11-03 18:30:54
Foto: Assessoria/Divulgação
O reajuste ainda não foi aplicado diretamente ao preço da carne nos açougues e supermercados

Quem compra carne bovina em Rondônia poderá sentir os reflexos de uma mudança tributária que começou a valer, no domingo (1º). O governo estadual atualizou os valores de referência utilizados para calcular o ICMS sobre a circulação de bovinos. A alteração atinge 22 categorias de animais e pode elevar os custos de parte das operações entre pecuaristas, frigoríficos e compradores.

O principal ponto de atenção está no boi gordo, uma das referências para o mercado da carne. O valor utilizado pelo estado no cálculo do imposto passou de R$ 5.833 para R$ 5.959 por cabeça, aumento de 2,2%.

Em outra categoria, o reajuste foi ainda maior. O valor de referência do macho mestiço entre 9 e 12 meses saltou de R$ 1.904 para R$ 2.532 por cabeça, uma alta de aproximadamente 33%.

Ao todo, 19 das 22 categorias de bovinos tiveram aumento nos valores de referência. Três registraram redução: entre elas, a vaca gorda, com queda de 1,3%, e o bezerro macho de corte, com redução próxima de 7%.

A mudança não significa que o quilo da carne terá aumento automático de 2,2% ou 33%. O reajuste não foi aplicado diretamente ao preço da carne nos açougues e supermercados, mas a pauta fiscal utilizada no cálculo do imposto sobre a movimentação dos animais.

Na prática, quando o valor de referência estabelecido pelo governo é superior ao preço declarado na negociação, essa pauta pode ser utilizada como base de cálculo do ICMS. Com isso, determinadas operações poderão gerar um recolhimento maior de imposto.

O possível efeito no bolso do consumidor depende de como frigoríficos, distribuidores e comerciantes vão absorver ou repassar eventuais custos adicionais. Se houver transferência ao longo da cadeia produtiva, a carne poderá ficar mais cara.

A atualização foi estabelecida pela Instrução Normativa nº 55/2026, publicada no Diário Oficial do Estado (DOE), na quinta-feira (29). A norma substitui a tabela anterior e passou a valer em 1º de novembro.

O governo não divulgou uma estimativa de quanto a alteração poderá representar no preço final da carne bovina.

Também não há confirmação de reajustes imediatos nos supermercados e açougues, mas é certo que eles ocorrerão.

Para o consumidor, a preocupação é que qualquer aumento nos custos de produção e comercialização seja incorporado ao preço de um dos alimentos mais presentes na mesa das famílias brasileiras.

Fonte: Com informações do 360 Rondônia.




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