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SABATINA CP
Marcos Rogério quer uma segurança efetiva e uma saúde que atenda aos rondonienses

Data da notícia: 2026-09-18 18:29:19
Foto: Arquivo CP/Assessoria
O senador Marcos Rogério (PL) abriu a rodada de entrevistas com o jornal Correio Popular com os candidatos ao governo de Rondônia

O Jornal Correio Popular inicia, nesta edição, uma série de sabatinas com os candidatos ao governo de Rondônia. O objetivo é adiantar os planos de cada um para os próximos quatro anos e permitir que o cidadão possa comparar as ideias e soluções. Para as entrevistas, foram convidados todos os pretendentes ao Palácio Rio Madeira, para apresentar as propostas, planos de gestão sobre o futuro do estado. Marcos Rogério salienta a importância das entrevistas do Jornal Correio Popular feitas aos candidatos.

Marcos Rogério da Silva Brito, nascido no dia 7 de julho de1978, em Ji-Paraná, filho de agricultores, atuou na comunicação social por mais de 10 anos. Exerceu a função de locutor na Rádio Alvorada (2001-2008); diretor de Comunicação da Prefeitura de Ji-Paraná (2003-2004); repórter da TV Rondônia, afiliada à Rede Globo (2003-2005) e coordenador de Jornalismo do Sistema Gurgacz de Comunicação (SGC)/Rede TV Rondônia (2005-2009). É graduado em Direito pela Universidade Luterana do Brasil (Ceulji/Ulbra), e mestre em Administração Pública pelo IDP. A carreira política começou, em 2009, quando foi eleito vereador em Ji-Paraná. Em 2011, assumiu a vaga de deputado federal, sendo reeleito em 2015. No ano de 2018, se tornou o senador mais votado no estado, com 324.939 votos.

CP – Na área da Saúde, diante da sobrecarga histórica do Hospital João Paulo II e dos problemas estruturais da rede pública de Rondônia, quais medidas concretas o seu governo pretende adotar para reduzir a superlotação hospitalar e enfrentar a falta de médicos no estado?

Marcos Rogério - Primeiro, a gente não pode aceitar que o João Paulo continue sendo a porta de entrada para todo o problema de saúde no estado de Rondônia. Isso está errado. O João Paulo II é um hospital de urgência e emergência e que foi construído numa fase, numa época, para atender uma situação, e que, hoje, virou o grande hospital de Rondônia, e que não consegue atender à demanda. (...) A gente precisa trabalhar para substituir o João Paulo, e nós vamos fazer isso. Vamos construir o hospital de urgência em Porto Velho. Embora, quando a gente fala em construir um novo hospital, em Porto Velho, o eleitor já não acredita mais. Tanta gente já prometeu, não fez, mas não tem jeito. Nós vamos ter que fazer.

E eu chamei o doutor Fernando Máximo, que é médico, foi secretário de Saúde do estado, me ajudou a elaborar o plano de governo na área da saúde, e falei para ele assim: olha, eu vou lhe ajudar a ser senador da República. Eu só quero um compromisso teu. Terminar aquilo que você começou quando você virou deputado, e o estado não deu sequência. O que é? O hospital de urgência de Porto Velho. Ele me disse que é o que ele mais quer, e fechamos o compromisso.

CP – Na área de Segurança, Porto Velho apareceu na 48ªposição do ranking de 2025 das cidades mais violentas do mundo, de acordo com o Conselho Cidadão para a Segurança Pública e Justiça Penal, com taxa estimada de30,07% de homicídios a cada 100 mil habitantes. Quais medidas de redução o seu governo se compromete a entregar até o fim do mandato?

Marcos Rogério – Olha, primeiro que esse indicador é muito ruim para Rondônia. O estado tem que ser destaque naquilo que ele tem de melhor, que é o agronegócio, na nossa capacidade de crescimento, e não nos índices de violência. As medidas que nós vamos implementar, já a partir do primeiro dia de mandato, é mais presença do estado para combater o crime em todas as suas formas. É mais policiamento na rua, é mais inteligência, é mais tecnologia, mais integração entre as forças para garantir realmente uma proteção verdadeira à população. O rondoniense hoje está com medo. O comerciante acaba deixando de investir por medo, porque o ambiente está comprometido com esse ciclo.

CP – E as facções criminosas?

Marcos Rogério – As facções criminosas vão se agigantando, tomando espaço cada vez maior, e já controlam algumas áreas de Rondônia. (...) Então, como é que você combate a violência de forma efetiva? É com o estado presente. Quando eu falo estado presente, não significa só a presença da polícia. O estado presente significa o estado de forma integral, com policiamento ostensivo, polícia investigativa, sistema prisional com polícia penal, atuando fortemente e com inteligência para asfixiar o crime naquele ambiente. Se você não tiver inteligência para integrar todas essas forças e atuar de maneira sistêmica, de maneira conjunta e eficiente, não estanca o aumento da violência.

CP – Em relação ao feminicídio, mais de quatro mulheres são assassinadas por dia no Brasil. Segundo o levantamento nacional feito pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública em março de 2026. Rondônia foi considerado o segundo estado com a maior taxa de feminicídio do Brasil. O que tem no seu plano de governo para tirar Rondônia desse ranking tão preocupante?

Marcos Rogério - Esse número é inaceitável. A mulher não pode viver com medo dentro de casa. É triste, é um indicador muito ruim novamente para Rondônia. O estado tem registradas 8.300 medidas protetivas, o que significa um índice alto de mulheres vítimas de violência, de ameaça, de tentativa de homicídio. E aí o pior, além da gente ter um índice muito alto de agressão, violência ou ameaça, a resposta do estado é muito ineficiente. Quando você vê uma taxa tão alta de feminicídio, que é a morte da mulher pelo fato de ser mulher, você entende porque o estado chegou a essa posição. Porque o trabalho de proteção que deveria vir antes não aconteceu. Nós temos 8.300 casos de medidas protetivas, e nós temos poucos policiais que atuam na proteção. Só para você ter uma ideia, hoje, nós temos um policial para cuidar de 262 mulheres: um policial.

Quando você pega a Patrulha Maria da Penha, a patrulha que cuida dessas mulheres que são vítimas, você vai ver que, por plantão, o número de residências para serem visitadas, cuidadas, protegidas, é muito alto, é impossível.

CP – O que deveria ser feito?

Marcos Rogério - A nossa proposta é muito ousada: é garantir realmente a presença policial. Policial para garantir prevenção. Policial para garantir punição, enquadramento de quem agride. E medidas que não são apenas de polícia, porque aí você tem, além do trabalho da polícia, que faz o trabalho ostensivo, o controle, o distanciamento do agressor. Você tem que ter uma Secretaria [estadual] de Assistência Social funcionando e funcionando bem. Você tem que ter o juizado conectado com o estado, porque quem faz esse controle é o estado. A área de assistência precisa estar conectada, sabendo o que está acontecendo, o que precisa ser feito, o juizado, a promotoria, a defensoria. (...).

CP – No caso da Educação, após cerca de uma década sem concursos públicos para professores da rede estadual, Rondônia passou a depender de contratos temporários, e a própria Secretaria Estadual da Educação, a Seduc, reconhece uma crise de profissionais. Embora professores tenham sido convocados recentemente, os registros de falta de docentes ainda são inúmeros. Como seu governo pretende garantir um quadro permanente de professores para aprimorar o setor da educação?

Marcos Rogério - Bem, assim, primeiro que o professor não pode ser tratado como solução provisória para um problema que é permanente. A educação tem que ter essa lógica da continuidade, senão ela se torna ineficiente. A gente está vivendo um problema delicado na educação, embora tivemos alguns avanços, mas há um problema estrutural. As escolas não tiveram reformas, modernização, atualização, falta conectividade, falta muita coisa. A gente vai ter que lidar com tudo isso e, ao mesmo tempo. Lidar com a defasagem de pessoal. Hoje, tem matérias que não têm professor.

Temos que realizar novos concursos, convocar quem tiver aprovado e fazer dentro de um modelo regionalizado. Isso vale não só para a educação, mas para as outras áreas também.

CP – Como?

Marcos Rogério - Fazendo o concurso regionalizado. Quem vai se habilitar para a região de Ji-Paraná, vai fazer o concurso sabendo que elevai trabalhar em Ji-Paraná. A pessoa faz o preenchimento das vagas ou das inscrições, já indicando para qual região está se inscrevendo. A pessoa faz o concurso e, daqui a pouco, chega alguém, um deputado, e pede para transferir ela para tal lugar. E aí, você fez o concurso para resolver uma situação e, em pouco tempo, aquela região está sem professor de novo, está sem funcionário de novo, porque houve um remanejamento. Isso é muito ruim. Nós vamos trabalhar a reestruturação da educação, a recomposição de quadros e pela via do concurso público. A docência, ela não é uma atividade temporária. Ela não pode ser uma solução temporária. Às vezes, numa emergência, você tem até que fazer isso, mas uma emergência que dure tanto tempo, não tem lógica, não tem razão de ser.

CP - Em 2025, o Tribunal de Contas cobrou ações para impedir a repetição da crise de queimadas que aconteceu, em 2024, que prejudicou a saúde da população, o meio ambiente ea economia regional. Qual o seu plano de governo para combater as queimadas?

Marcos Rogério - Primeiro, que não dá para combater queimadas depois que a fumaça tomou conta do estado todo. Aí, é uma situação mais difícil que enfrentar focos de emergência. Quando você tem um cenário como esse, que foi apontado pelo Tribunal de Contas, na verdade, todo o rondoniense acabou sendo impactado por isso, com voos cancelados, pessoas tendo problemas de saúde, problemas respiratórios. Quando se chega a uma posição dessa, é porque o estado falhou em todo o sistema de proteção e de prevenção. Esse problema nós vamos ter que trabalhar na lógica da prevenção, com orientação, fiscalização, controle, e tendo um estado presente no sentido de garantir que isso não aconteça mais.

CP - E se ocorrer?

Marcos Rogério - Se eventualmente vier a acontecer, porque tem muito incêndio que não é queimada, não é nada de desmatamento. Às vezes, a situação de calor chega a um ponto tão grande que você tem focos de queimadas que são oriundas de situações da própria natureza. Cada caso é um caso. Eu acho que o ponto central aqui é a prevenção. E a gente vai trabalhar muito isso, a partir do trabalho da Defesa Civil, dos órgãos técnicos ligados à questão ambiental, à questão de controle, para evitar que isso aconteça. Isso é muito ruim e o estado perde muito, porque quando você tem uma situação de queimadas, que são queimadas criminosas, toda a economia baseada no campo acaba se prejudicando.

CP – O senhor pode explicar melhor?

Marcos Rogério - Hoje, o produtor rural está sofrendo as consequências de muita coisa que nem foi produzida por ele. Ou é porque o estado foi ineficiente para conceder o licenciamento, atrasou demais, não fez o que deveria ter feito. Ou, então, porque uma imagem foi capturada pelo PRODES, que é um satélite que está muito distante, que alguém pilota ele, que não é nem doestado, não é público, mas que alguém classificou aquela área como área de desmatamento ou de queimada ilegal. E aí não pode tirar a GTA para vender o gado para o frigorífico, não pode tirar a nota fiscal para vender o café, o milho, a soja. Isso é um problema. E o mercado está adotando isso. Não é porque tem embargo, não é porque tem uma multa, é o próprio mercado. Mecanismos de controle e governança do terceiro setor que estão determinando prejuízo para o privado. Nós vamos ter que ter um trabalho muito forte na prevenção e um trabalho muito forte também no campo da regularização ambiental. A Sedam vai ter que funcionar e funcionar bem. Desburocratizar, atender com mais agilidade, resolver o problema de quem quer trabalhar dentro da lei.

CP – Por que o rondoniense deve votar no Marcos Rogério para governador de Rondônia?

Marcos Rogério - Olha, eu conheço esse estado de ponta a ponta. Eu nasci aqui, cresci aqui e tive a oportunidade de exercer, na vida pública, cargos de vereador, deputado federal e Senador da República. Sendo alguém que nasceu na roça, num ambiente de muita pobreza, de muita escassez, num tem porque não tinha nem energia elétrica no sítio, sei respeitar quem faz esse estado crescer. Esse garoto que nasceu aqui e que teve na vida com muitas privações, teve a oportunidade de chegar a Brasília e ser um dos senadores. São 81 para todo o Brasil e o Marcos Rogério é um deles. Eu já sou muito grato a Deus pela oportunidade. Sou muito grato ao povo de Rondônia que me deu essa oportunidade e, eu já fiz muito como senador, fiz como deputado federal e trouxe muita coisa para cá, mas, chega um ponto em que a gente vê que há um limite no que a gente pode fazer como legislador, e eu quero fazer mais, eu quero ir além. Aproveitara experiência que tenho, o conhecimento que eu tenho, a visão de cada cidade de Rondônia. Eu não me especializei em uma única cidade, eu me especializei nas 52 cidades de Rondônia, e conheço a maioria dos distritos rondonienses. Nós temos 105 distritos e conheço todos. Quando eu digo que quero ser governador, é para poder ir além daquilo que eu consegui fazer como senador. Eu consigo trazer um recurso para fazer um hospital na cidade, mas eu não consigo fazer o hospital, pois dependo da caneta do prefeito e do Planejamento [setor]. Como governador, vou poder acompanhar e dizer que quero o resultado, eficiência, o cidadão satisfeito, as pessoas sendo servidas, e colocar o estado para funcionar. É fazer o estado rodar. (...). Eu, Marcos Rogério, como governador, vou estar presente nos municípios, no meio da comunidade e realmente fazer o estado andar para a frente.

Fonte: Da Redação




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