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EDUCAÇÃO
MEC lança diretrizes para ensino de arte na educação básica

Data da notícia: 2026-08-20 10:22:54
Foto: © Tomaz Silva/Agência Brasil
O PNE estabelece diretrizes, metas e estratégias para a política educacional brasileira na próxima década

A rede escolar de educação básica tem agora diretrizes para ensino de arte na educação básica brasileira. Na terça-feira (18), foi publicada, no Diário Oficial da União, a norma que trata a arte como campo de conhecimento.

O material foi produzido e aprovado, em março de 2026, pela Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação (CNE) e complementa a Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

O documento destaca que o ensino e aprendizado das áreas artísticas devem ser organizados em quatro componentes curriculares, desde a educação infantil até o ensino médio. São eles: artes visuais, dança, música e teatro.

De acordo com Parecer CNE/CEB nº 2, a arte é um campo essencial à formação humana, capaz de promover a criatividade, o pensamento crítico e o diálogo com outras áreas.

O presidente do CNE, César Callegari, explicou o que muda na educação brasileira.“Não podemos mais falar de arte com improviso ou apenas para ilustrar festas e comemorações. A arte é fundamental para tudo, para o ensino da língua portuguesa, para física, para matemática. Essa articulação é que dá sentido maior àquilo que nós chamamos a formação integral do indivíduo”, pontuou.

A nova norma

As escolas devem ensinar sobre conteúdos, métodos, processos de criação, referências culturais e formas próprias de produzir conhecimento.

Arte como prática integradora deve ser vista como prática educativa com potencial para integrar experiências dentro e fora do ambiente escolar.

Nos processos criativos e reflexivos, o ensino envolve criação, experimentação, apreciação e reflexão crítica, além da técnica e da reprodução.

A contextualização e análise crítica ocorrem com a analise das obras em seus contextos históricos, sociais e culturais, quem ampliam o repertório cultural dos estudantes;

No desenvolvimento integral do estudante, o ensino favorece o desenvolvimento cognitivo, afetivo, social, cultural e estético dos estudantes.

As redes de educação devem definir uma carga horária equilibrada e coerente para cada componente curricular de arte, com a implementação de dois por ano, para evitar sobreposições e garantir a continuidade da aprendizagem.

Além disso, as escolas também deverão avaliar as condições físicas e pedagógicas para ofertar os componentes; elaborar planos com metas progressivas para melhorar espaços, materiais e recursos; integrar o espaço escolar com equipamentos culturais e artísticos locais; e fomentar parcerias com a comunidade para enriquecer a educação.

Fonte: Com informações Agência Brasil.




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