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ECONOMIA
Aegea ainda é dúvida em leilão do saneamento básico de RO

Data da notícia: 2026-07-22 18:42:26
Foto: Assessoria/Divulgação
O certame do abastecimento de água e esgotamento sanitário está marcado para 29 de setembro deste ano

Cotada pelo mercado como uma das favoritas para assumir os serviços atualmente prestados pela Companhia de Águas e Esgotos de Rondônia (Caerd), a Aegea (maior empresa privada de saneamento básico do Brasil) ainda não confirmou se participará do leilão bilionário do saneamento estadual.

A incerteza foi apontada pelo Brazil Journal (site de notícias e análises financeiras focado em negócios, economia e mercado de capitais), e também repercutida pela SpaceMoney (site brasileiro brasileiro de notícias, análises e curadoria focado em economia).

Marcado para 29 de setembro, o certame prevê a concessão dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário por 35 anos em 40 municípios, incluindo Porto Velho. O contrato está avaliado em R$ 8,47 bilhões e prevê bônus mínimo de outorga de R$ 567 milhões.

A Aegea é apontada como uma “favorita natural” por já atuar em cinco municípios de Rondônia e manter forte presença no mercado nacional. Desde 2019, a companhia participou de 36 dos 66 leilões de saneamento realizados no país. Mesmo assim, ainda não há confirmação de que o grupo apresentará proposta no processo rondoniense.

As dúvidas sobre a participação da empresa aumentaram após a Aegea ficar fora da segunda rodada de propostas pela privatização da Copasa, em Minas Gerais. A companhia também anunciou uma capitalização entre R$ 1,5 bilhão e R$ 2,1 bilhões para reforçar sua estrutura financeira e reduzir o endividamento. Segundo fonte próxima à empresa ouvida pelo Brazil Journal, os recursos não serão utilizados em novos leilões.

No caso de Rondônia, a concessão plena dos serviços e a inclusão de Porto Velho no pacote são apontadas como fatores capazes de aumentar a atratividade do negócio. Ainda assim, especialistas consultados pelo Brazil Journal projetam uma disputa limitada a dois ou três concorrentes, sem expectativa de grande competição.

Passado o “teste” de Rondônia, a expectativa do setor deverá se voltar para os esperados leilões do programa Universaliza São Paulo e de uma Parceria Público-Privada (PPP) do Rio Grande do Norte, além da provável nova licitação da PPP de Goiás após ajustes.

No estado, a empresa atua em Ariquemes, Buritis, Jaru, Pimenta Bueno e Rolim de Moura.


Fonte: Com informações do Brazil Journal.




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