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JUDÔ
Festival com participantes neurodivergentes impulsiona prática esportiva

Data da notícia: 2026-05-26 10:30:56
Foto: Lara Lívia/Divulgação
Projeto de aulas no Cero estimula o desenvolvimento físico dos atletas

Cerca de 120 crianças participaram do 1º Festival de Judô com pacientes neurodivergentes realizado, no sábado (23), em Porto Velho. Desenvolvido pelo governo de Rondônia, com ações do Centro de Reabilitação de Rondônia (Cero), o evento celebrou o esporte como modalidade terapêutica da unidade e contou com a participação de diversas academias de judô. O festival aconteceu no Colégio Militar Tiradentes e incluiu lutas organizadas por faixa etária, além da entrega de medalhas a todos os participantes.

A diretora da unidade, Andreia Zulke, falou sobre a prática esportiva para o desenvolvimento dos pacientes. “Além das terapias, observamos uma grande evolução quando começaram a praticar judô, estimulando a coordenação, a interação social e a disciplina. Essa conquista é motivo da nossa comemoração de hoje”, afirmou.

O projeto de aulas de judô no Cero foi iniciado em maio de 2025, pelo coordenador e sensei, Isteferson Ferreira, para estimular o desenvolvimento físico, emocional e social dos pacientes. As turmas são oferecidas nos períodos da manhã e à tarde, abrangendo diferentes faixas etárias.

Tatiane Medeiros, mãe do pequeno Theo, paciente da unidade, relatou a alegria em acompanhar o filho no campeonato. “Estar aqui prestigiando e acompanhando evolução dele me traz muita felicidade. É nítido o quanto ele mudou e hoje demonstra grande interesse pelo esporte”, lembrou.

O secretário estadual da Saúde, Edilton Oliveira, afirmou que a implementação de modalidades terapêuticas como o esporte no tratamento de crianças neurodivergentes é um avanço estratégico na promoção da saúde integral. “As práticas coletivas estimulam interação, cooperação e pertencimento, combatendo o isolamento”, alegou.

O Cero conta com uma equipe multiprofissional formada por médicos, neuropsicólogos, assistentes sociais, enfermeiros, terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, psicólogos, psicopedagogos e técnicos de enfermagem.

Fonte: Secom




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