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POLÍTICA
CPI do Leite realiza oitiva em Nova Mamoré

Data da notícia: 2026-05-21 09:16:10
Foto: : Luís Castilhos/Secom/Alero/Divulgação
Os depoimentos foram prestados, na segunda-feira, 18, no plenário da Câmara Municipal

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembleia Legislativa de Rondônia (Alero) promoveu a quinta audiência de oitivas com os produtores de Nova Mamoré. O evento foi realizado, na segunda-feira (18), no plenário da Câmara Municipal. Não foram divulgados os nomes dos produtores que prestaram depoimentos.

Na condição de convidados, os produtores de leite da região prestaram depoimentos à CPI. Um pequeno produtor, que possui 50 animais e uma produção de até 150 litros de leite, disse que a queda na oferta está relacionada ao baixo preço e à falta de assistência. Ele não conhece a política do Conselho Paritário de Produtores e Indústrias de Leite de Rondônia (Conseleite).

No entendimento de outro produtor, o trabalho é realizado sem uma perspectiva adequada, principalmente, em relação à data e valor do pagamento do produto. Dentre os produtores que conhece, os que não pararam, diminuíram as atividades. Segundo ele, “o político deveria ter um olhar melhor para o produtor, porque, hoje, o custo de produção é muito alto para o produtor”.

Com uma propriedade de 50 hectares, outro produtor considera que ficou inviável o custo-benefício e de que é caro tratar da vaca com ração. Ele tinha um projeto de produzir mais leite, mas não consegue devido ao preço que é praticado hoje. “A gente precisa analisar todo o conjunto da produção de leite, a gente não tem transporte, as estradas nossas são de difícil acesso, nós precisamos do deputado e do governo”.

Um dos participantes afirmou que está quase pagando para trabalhar e que a situação do leiteiro é de chorar, pois na linha em que mora mais da metade parou de produzir devido à crise. Ele defende a adequação no preço do leite e na assistência técnica ao expressar a condição de trabalho: “O tanque é do laticínio, se enviar o leite para outro tem que entregar o tanque e receber de outro laticínio”.

Vindo de uma geração de produtores, outro considera que o maior custo é o trato do animal, ou seja, a alimentação e que o leite não cobre as despesas. Em depoimento, disse que pretende continuar na atividade leiteira até o último dia da vida dele, mas em relação ao futuro do empreendimento familiar, lamenta “quando eles veem o sofrimento do pai, a coisa não tem retorno, os filhos desanimam em continuar a atividade leiteira”.

Para a presidente da CPI, Cláudia de Jesus (PT), o objetivo da CPI é coletar informações e fazer o encaminhamento delas para que se possa colocar “um freio no desrespeito aos produtores de leite”.

Fonte: Secom/Alero




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