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POLÍTICA
Governo de RO mantém preço do óleo diesel

Data da notícia: 2026-04-07 19:16:07
Foto: Assessoria/Divulgação
Sefin informou que o estado enfrenta limitação fiscal e orçamentária e não possui margem para absorver subsídios

Mesmo com os pedidos de deputados estaduais para a redução temporária da alíquota do ICMS, incidente sobre o óleo diesel, pelo período de 120 dias, o governo de Rondônia informou que não vai aderir à proposta do governo federal para reduzir o valor do combustível no estado, recusando-se a participar da subvenção ao diesel importado.

A subvenção ao diesel importado é um apoio financeiro de R$ 1,20 por litro, dividido entre União e estados, pago a importadores para conter a alta dos preços internos, causada pela volatilidade internacional. A medida é para evitar o repasse imediato de custos, garantir o abastecimento e equiparar o preço do produto importado ao nacional.

“Nesse contexto, o aumento do preço do diesel impacta de forma imediata e significativa toda a cadeia produtiva, elevando custos operacionais e reduzindo a margem de competitividade dos produtos rondonienses no mercado nacional e
internacional”, avaliou o deputado estadual, Cirone Deiró (União Brasil).

“A alta do diesel também repercute diretamente no custo do frete, que, por sua vez, influencia o preço final dos produtos, contribuindo para pressões inflacionárias e afetando não apenas os produtores, mas também o consumidor final”, afirmou Deiró, que encaminhou ao governo pedido de redução temporária da alíquota.

A Secretaria Estadual de Finanças (Sefin) informou que o estado enfrenta limitação fiscal e orçamentária e, por isso, não tendo margem para absorver subsídios ou desonerações tributárias neste momento. Rondônia e o Rio de Janeiro foram os únicos estados a não aderir à estratégia da União.

A decisão do governador Marcos Rocha (PSD), que decidiu não renunciar ao cargo para disputar vaga ao Senado, mantém os custos logísticos elevados no estado, o que gerou críticas internas sobre o impacto na inflação local e nos fretes.

“O diesel ficaria R$ 1,20 mais baixo para o consumidor, sendo que R$ 0,60 desse valor seriam pagos pelo governo federal e os outros R$ 0,60 pelo Governo do Estado”, explicou o deputado estadual, Delegado Camargo (Podemos). Ele também encaminhou solicitação ao governo para aderir ao Programa Nacional de Subvenção do Preço do Litro do Óleo Diesel.

A ausência do estado no programa, segundo Delegado Camargo, é uma oportunidade perdida de aliviar os custos logísticos e o impacto direto no preço de produtos e serviços.

Fonte: Da Redação




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