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POLÍTICA
Marcos Rocha deve permanecer no cargo

Data da notícia: 2026-04-02 18:21:10
Foto: Assessoria/Divulgação
Por desentendimento com o vice, Sérgio Gonçalves, o governador Marcos Rocha deve cumprir o mandato e não disputar o Senado

Em 4 de abril, termina o prazo para que o governador Marcos Rocha (PSD) decida se concorrerá ao Senado. Como nenhum movimento de renúncia foi antecipado nas últimas semanas, Rocha deve permanecer no cargo até 31 de dezembro. Caso deixasse o governo, o vice-governador, Sérgio Gonçalves (União Brasil), assumiria o comando do estado.

Os desentendimentos entre governador e vice se intensificaram, em 2025, após uma viagem a Israel, no mês de junho, em que a comitiva rondoniense ficou retida naquele país. No retorno a Rondônia, Marcos Rocha acusou, publicamente, Sérgio Gonçalves de articular contra o mandato dele.
Também em junho, Gonçalves negou que tenha tramado com deputados estaduais o afastamento de Rocha. Ele criticou o que chamou de “sede do poder” por parte do governador e reclamou, não só por ter sido demitido ao vivo pela TV, como ainda por ter sido chamado de falido.

A família do vice-governador era controladora da rede de supermercados Gonçalves, que teve a falência decretada, em 2019, com o encerramento das atividades. Por causa dos atritos e falta de confiança, Sérgio Gonçalves foi exonerado do cargo de secretário estadual de Desenvolvimento Econômico (Sedec), em julho de 2025.

Segundo fontes ouvidas pela CP, o momento de ruptura entre os políticos ocorreu em fevereiro de 2025, quando Marcos Rocha exonerou o Chefe da Casa Civil, Júnior Gonçalves, irmão de Sérgio Gonçalves. Júnior ocupava o cargo desde 2019 e foi um dos articuladores da candidatura ao governo de Rondônia do então desconhecido coronel Marcos Rocha.

Sérgio Gonçalves que viajava o interior tentando emplacar uma candidatura ao governo pelo União Brasil, foi surpreendido com a filiação do ex-prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves, ao partido e o anúncio da pré-candidatura dele ao governo rondoniense. Chaves estava filiado ao PSDB desde 2016.

Com a decisão do governador, a primeira-dama, Luana Rocha e o irmão Sandro Rocha não devem ir às eleições de 2026. Eles são impedidos de concorrer a cargos eletivos na mesma região de jurisdição do titular por causa da “inelegibilidade reflexa”.

Essa regra, prevista no artigo 14, § 7º, da Constituição Federal, existe para impedir a perpetuação de um mesmo grupo familiar no poder e evitar que a máquina pública seja usada para favorecer a candidatura de parentes. Caso renuncie, Rocha concorreria ao Senado, a esposa à Câmara dos Deputados e o irmão à Assembleia Legislativa de Rondônia.

Fonte: Da Redação




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