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PRODUÇÃO
Safra da castanha-da-amazônia é a maior dos últimos dois anos

Data da notícia: 2026-02-25 09:24:59
Foto: Arquivo/Sedam/Divulgação
A recuperação da cadeia extrativista deve movimentar mais de R$ 1 milhão nos municípios rondonienses

A safra 2026 da castanha-da-amazônia cresceu nas reservas extrativistas estaduais, consolidando a retomada da produção após dois anos de resultados abaixo do esperado.

O avanço é acompanhado pela Secretaria Estadual do Desenvolvimento Ambiental (Sedam), que avaliou a importância estratégica da cadeia produtiva para a sociobioeconomia e para a geração de renda sustentável no estado.

Após queda na produção em 2025, atribuída por extrativistas à redução das chuvas durante o período de florada, em 2024, fator que comprometeu a formação dos frutos, a safra atual sinaliza recuperação consistente.

Estimativas técnicas levantadas pela Coordenadoria de Unidades de Conservação (CUC), junto aos produtores, apontam para uma produção aproximada de 140 mil toneladas apenas na Resex do Rio Cautário.

O aumento, em 2026, superior aos dois anos anteriores, mostra a recuperação da cadeia extrativista, e deve movimentar mais de R$ 1 milhão no comércio de Costa Marques (no Distrito de São Domingos) e outros municípios rondonienses. Além de impulsionar a economia regional, a safra deve garantir renda, segurança alimentar e a continuidade das tradições das famílias que vivem do extrativismo.

“A castanha vai muito além da geração de renda. Para as famílias extrativistas, ela representa segurança alimentar, preservação das práticas culturais tradicionais e a garantia de recursos financeiros essenciais para investir em bens duráveis e organizar a vida econômica ao longo do ano”, avaliou o coordenador da CUC, Daniel Santos de Souza.

“A castanha-da-amazônia é um exemplo claro de que preservação e desenvolvimento caminham juntos. Nosso compromisso é seguir apoiando as comunidades extrativistas, garantindo a conservação das reservas e fortalecendo uma economia que valoriza a floresta e gera oportunidades para a população”, frisou o secretário da Sedam, Marco Antonio Lagos.

De acordo com morador da reserva extrativista, Idalino Alves Nunes, “A castanha vai muito além dos números. Para nós, ela é alimento, é renda, é vida. É o que nos dá condições de comprar o que precisamos e melhorar a nossa qualidade de vida. É dela que tiramos o sustento da família e a esperança de um futuro melhor”, assegurou.

Fonte: Secom




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