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FUNDO FAKE
PF faz operação contra fraudes em previdências

Data da notícia: 2020-07-15 18:16:17
Foto: Divulgação
Organização criminosa foi descoberta pela delegacia de Vilhena, após a Rolim Previ contratar empresa de consultoria financeira

A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quarta-feira (15), uma operação para combater fraudes em 65 institutos de previdência, localizados nos estados de São Paulo, Rondônia, Rio de Janeiro, Goiás e Minas Gerais. Segundo a PF, os institutos investigados são municipais e todos investiram em fundos falsos, administrados por uma das instituições investigadas.

Ao todo, 71 mandados de busca e apreensão foram cumpridos na Operação Fundo Fake, que tem apoio de 200 policiais. Todos os mandados foram expedidos pela Justiça Federal de Rondônia.

A PF calcula que cerca de R$ 500 milhões de Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS) foram movimentados nestes fundos falsos, sendo R$ 17 milhões só na previdência de Rolim de Moura.

Dos mais de 70 mandados expedidos pela Justiça, 26 foram cumpridos no Rio de Janeiro, em 16 endereços diferentes. Outros 26 mandados são cumpridos em nove locais de São Paulo. Em Minas Gerais, foram cumpridos nove mandados de busca em dois endereços. Em Goiás, há cinco mandados sendo cumpridos pela PF e um foi expedido para a Bahia.

Apenas quatro mandados são cumpridos em Rolim de Moura, cidade onde está localizado o instituto que deu origem à investigação policial. Segundo a PF, a organização criminosa foi descoberta pela delegacia de Vilhena, depois do Instituto de Previdência de Rolim de Moura (Rolim Previ) contratar, por vários anos, uma empresa de consultoria financeira.

Segundo as investigações, para o esquema funcionar: servidores públicos aderiam ao programa aposentadoria, administrado pelas prefeituras; os administradores desses fundos (nas prefeituras) procuravam um intermediador que apresentava opções para investir o dinheiro; o intermediador apresentava gestores de fundos independentes, que trabalham com empresas de fachada e então faziam a aplicação do dinheiro; o intermediador então recebia comissões dessas empresas fraudulentas; por último, os administradores dos recursos do fundo escondiam a real situação do investimento ao servidor público.

“Ao longo da investigação foi verificado que, logo após os investimentos do Rolim Previ nos fundos, boa parte do valor era repassada rapidamente para a consultoria e seus sócios. Tal prática é conhecida no mercado como ‘rebate. Os rebates identificados finalizavam percentuais de mais de 20% do valor investido em alguns casos e a consultoria então providenciava que parte dos valores chegasse a gestores do Rolim Previ”, diz a polícia.

O objetivo da organização criminosa, sempre foi prejudicar os cofres dos Regimes Próprios de Previdência Social municipais, segundo a PF.
A atual gerência da Rolim Previ afirmou que está se informando sobre a investigação da operação, pois as fraudes teriam acontecido em outra gestão.

Segundo a PF, durante a investigação da PF foi feita o afastamento de um dos gestores da Rolim Previ, servidor já investigado anteriormente e indiciado por gestão fraudulenta.


Fonte: G1 Rondônia


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