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OPERAÇÃO
PF encontra madeireira portátil em terra indígena

Data da notícia: 2020-07-09 18:02:28
Foto: Divulgação
Dentro da terra foram localizadas áreas desmatadas, além de grande quantidade de madeira serrada pela ferramenta

Uma ‘madeireira portátil’ foi encontrada funcionando dentro da Terra Indígena Tubarão-Latundê, em Chupinguaia. O flagrante aconteceu durante uma operação feita pela Polícia Federal (PF), na quarta-feira (8). A denúncia de extração ilegal de madeira foi divulgada nesta quinta-feira (9).
Segundo a PF, agentes de Vilhena foram até a reserva para cumprir um mandado de prisão temporária contra um indígena, por meio da Operação Êxodo.

Dentro da terra indígena foram localizadas várias áreas desmatadas, além de uma grande quantidade de madeira já serrada e processada pela madeireira portátil. Essa mini-serraria pode ser transportada facilmente por estradas feitas dentro da floresta, sem chamar a atenção de fiscais.
Conforme a PF, as madeiras encontradas foram processadas na própria reserva pela serraria móvel, que acabou apreendida. A equipe de fiscalização também identificou acampamentos, um trator e dois caminhões utilizados no transporte da madeira furtada.

“Todos os equipamentos encontrados, bem como os acampamentos, foram destruídos ou inutilizados para cessar a prática criminosa”, diz a polícia.

Logo depois de destruir o maquinário, a PF cumpriu o mandado judicial, alvo da operação e localizou o indígena em sua residência. Na casa dele foi achada uma espingarda; o indígena foi autuado em flagrante por porte ilegal de arma de fogo e conduzido ao presídio estadual.

Conforme informações da PF, no momento da saída dos policiais e fiscais do interior da reserva, a equipe se deparou com barreiras colocadas na estrada por madeireiros. Várias árvores foram derrubadas para bloquear a passagem dos agentes de segurança.

A Operação Êxodo teve a participação da PF, Polícia Militar (PM), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e Fundação Nacional do Índio (Funai).

Além do combate à extração ilegal de madeira, a operação teve como objetivo preservar as comunidades indígenas que tiveram suas casas ameaçadas e ainda sofreram risco de contágio pelo novo coronavírus.

Segundo a PF, o dano ambiental contabilizado passa dos R$ 50 milhões, gerados, a partir da retirada ilegal de madeiras nobres.

Êxodo
A Operação Êxodo recebeu este nome em referência à prática dos criminosos de migrar de uma Terra Indígena para outra, durante a exploração das madeiras, de modo a dificultar a sua identificação e combate pelos órgãos responsáveis pela proteção ambiental.

Cerca de 90 policiais federais atuam na operação que se estende a várias cidades, incluindo: Vilhena, Chupinguaia, Espigão do Oeste, Ji-Paraná, Cacoal, Colorado do Oeste e Pimenta Bueno.


Fonte: G1 Rondônia


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