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ESQUEMA
Grupo financia veículos para prática de crimes

Data da notícia: 2018-08-31 09:36:47
Foto: Divulgação
Na operação, a Polícia Civil conseguiu apreender com os criminosos mais de R$ 70 mil em espécie

Mais de 100 veículos foram adquiridos por um grupo criminoso que usava laranjas para o financiamento em concessionárias de Porto Velho. O esquema criminoso foi descoberto pela Polícia Civil, que desencadeou, na quinta-feira (30), a Operação Akhav e cumpriu sete mandados de busca e apreensão, sendo seis em residências e um na locadora Porto Rent a Car. F
Foram apreendidos mais de R$ 70 mil em espécie. Uma pessoa foi presa por porte ilegal de arma. Nenhum veículo ainda foi localizado.
De acordo com o delegado Marcos Vinícius, responsável pelas investigações, a Polícia Civil iniciou as investigações após receber denúncias sobre um esquema de fraudes em financiamentos de veículos em várias concessionárias, inclusive com falsificação de documentos e até a participação de funcionários de financeiras.
Com o aprofundar as investigações, os policiais conseguiram constatar que o próprio sistema de segurança das financeiras favorecia a prática dos crimes. “Os criminosos aproveitavam a facilidade da aprovação de cadastros e se utilizavam de laranjas, na maioria dos casos eram ex ou apenados do sistema prisional para financiar os carros”, esclareceu o delegado.
Os criminosos, em quase todos os casos, compravam os veículos sem entrada, com financiamento de 100% e nunca pagavam nenhuma parcela, e “em outros casos chegavam a pagar duas, no máximo três. Eles se aproveitavam dessa fragilidade do sistema de cadastro. Até o momento, não foi constatado a participação de funcionários de concessionárias no crime”, garantiu o delegado.
Após retirarem os veículos das concessionárias, os laranjas faziam uma procuração para os membros das organizações criminosas que, posteriormente vendiam, alugando e até forneciam o carro para a prática de crimes de furto e roubos em Porto Velho e outras cidades. Pela participação, o laranja recebia sua contrapartida, variando de R$ 3 mil a R$ 5 mil.
O delegado informou ainda não ter como avaliar os prejuízos, já que essa é a primeira fase da operação. Durante os cumprimentos de busca e apreensão, os policias localizaram várias documentações, cartões de créditos em nome de terceiros e vários contratos formalizando o aluguel dos veículos.
Entre os alvos desta fase da investigação, também estão J.F.S. e R.L.S.A. que já foram presos e indiciados na “Operação Apocalipse”, deflagrada, em 2013. Entre os diversos crimes descobertos na época, foi apurado um esquema milionário de estelionato envolvendo aquisição, dentre outros bens, de imóveis e veículos automotores.
A Assessoria da Polícia Civil não divulgou as imagens dos conduzidos na operação.


Fonte: Assessoria


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