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MAIS CALCÁRIO
Mais de 4,3 mil hectares foram recuperados no sistema de parceria

Data da notícia: 2017-08-29 10:37:29
Foto: Divulgação
Pelo programa, foram doadas mais de 10 mil toneladas de calcário para os municípios rondonienses
(Da Redação) O Programa Mais Calcário já distribuiu em parceria com as prefeituras municipais mais de 10 mil toneladas de calcário, recuperando mais de 4.328 hectares de propriedades da agricultura familiar.

O solo saudável é a base para a produção de alimentos. Entendendo a necessidade de recuperar para garantir a qualidade e o aumento de produtividade, o governo de Rondônia, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri), lançou, em 2015, o Cartão Mais Calcário, que garante a cada município mil toneladas de calcário.

“Seja qual for a atividade, pecuária, agricultura, hortifrutigranjeiro ou a piscicultura, pode ser utilizado o calcário. Hoje não precisamos de grandes áreas para ter renda, mas, sim, incorporação tecnologias e correção”, explica o secretário de Estado da Agricultura, Evandro Padovani.

Para o gerente do escritório local da Emater de Nova União, Elói Murbach de Oliveira, mais de 400 produtores da agricultura familiar que têm como atividade principal a produção de café, leite e piscicultura serão beneficiados no município.

“A agricultura familiar é a base econômica do município. O objetivo é atender todas as atividades da agropecuária familiar no município. Só na Emater temos mais de mil produtores cadastrados”, explica Murbach.

O produtor beneficiado André Luiz Vicente é um exemplo de que, com a adoção de tecnologia e boas práticas, é possível ganhar produtividade, qualidade e renda em uma pequena área. Em um alqueire, área no tamanho aproximado de dois campos de futebol, cultiva uma lavoura de cacau, que lhe rendeu o título principal no 1º Concurso de Qualidade da Amêndoa do Cacau de Rondônia durante a 6ª Rondônia Rural Show.

“Aqui em Nova União, o preço está a R$ 6 o quilo, após o concurso já consegui até R$ 15. Quero melhorar a minha produtividade, no ano passado consegui colher 700 quilos por hectare, este ano com o calcário, a adubação agroecológica e o manejo, quero atingir os mil quilos por hectare, totalizando 2.500 quilos em um alqueire”, planeja André.

Calagem
Segundos artigos técnicos dos pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Antônio Dias Santiago e Raffaella Rossetto, os principais objetivos da calagem são: eliminar a acidez do solo e fornecer suprimento de cálcio e magnésio para as plantas.

O cálcio estimula o crescimento das raízes e, portanto, com a calagem ocorre o aumento do sistema radicular e uma maior exploração da água e dos nutrientes do solo, auxiliando a planta na tolerância à seca.

A calagem ainda tem outros benefícios, como: aumentar a disponibilidade de fósforo, já que diminui os sítios de fixação no solo; diminuir a disponibilidade de alumínio e manganês através da formação de hidróxidos, que não são absorvidos; aumentar a mineralização da matéria orgânica com consequente maior disponibilidade de nutrientes e favorecer a fixação biológica de nitrogênio. Nas propriedades físicas do solo, a calagem aumenta a agregação, pois o cálcio é um cátion floculante e, com isso, diminui a compactação.

A calagem em excesso ou mal aplicada pode ter efeito negativo na disponibilidade de micronutrientes. Por todos os efeitos, a calagem é a prática mais econômica que garante aumentos na produtividade e longevidade da cultura. Para que haja boa incorporação e homogeneização com o solo, a calagem deve ser feita no preparo do solo com pelo menos 90 dias antes do plantio. É aconselhável repetir esse processo a cada dois ou três anos.


Fonte: Assessoria


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