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Boa madrugada! Sexta-feira, 19 / 01 / 2018
Luiz Carlos Amorim
A LITERATURA TRANSCENDE O LIVRO
Por – Escritor, editor e revisor – Fundador e presidente do Grupo Literário A ILHA, que completa 37 anos de literatura neste ano de 2017. Cadeira 19 da Academia Sulbrasileira de Letras. http://www.prosapoesiaecia.xpg.uol.com.br – http://luizcarlosamorim.blogspot.com.br Sei que já falei do coquetel de lançamento dos livros da Coleção Letra Viva, publicada pelas Edições A ILHA, em homenagem as mais de três décadas de atividade do Grupo Literário A ILHA. Mas volto ao assunto, porque Célia, a nossa Célia Biscaia Veiga, cronista, poeta, atriz, editora, gente finíssima, foi inspirada, inspiradíssima na produção daquela noite. Foi ótimo reunir de novo o grupo em Joinville – pena que nem todos os integrantes do grupo da região puderam comparecer – e relembrar tantos eventos que fizemos acontecer nos anos oitenta e noventa. Lançamentos como esse, realizado na Biblioteca Municipal Rolf Colin, que a gente fazia acontecer no Museu de Arte, no Arquivo Histórico, no Hall do Banco do Brasil, e em vários outros locais da cidade. E Célia recriou, melhor do que o melhor evento que podíamos ter realizado, uma noite de cultura e literatura para não esquecermos jamais. O auditório montado na sala de leitura da biblioteca municipal ficou lotado de convidados. Depois de nos apresentarmos e de falarmos do Grupo A ILHA e dos seus trinta e tantos anos de literatura, a literatura que estávamos ali para oferecer nos livros que leváramos para lançar, começou a sair dos vários volumes da Coleção Letra Viva e tomou forma na voz e na interpretação do grupo de atores que Célia dirigiu. Primeiro foi a crônica da Mary Bastian, "Há braços", que começou a ser lida para o público. E quando chega a hora que a autora narra a passagem em que ela viu jovens na praça com cartazes, dizendo que o abraço era de graça, três ou quatro pessoas se levantaram no meio do público e começaram a abraçar todas as pessoas da plateia. Foi emocionante. Depois foi a vez do texto de Célia, “Não é Comigo”, sobre o atendimento de Call Centers, que deixam a gente esperando horas e nunca querem ouvir o que temos a dizer. Foi hilário, foi muito engraçado uma pessoa ao telefone tentando se fazer ouvir, mas apenas ouvindo “vamos transferir a sua ligação”, “Não desligue que a sua ligação é muito importante para nós”, “Este assunto não é comigo”. Bem como acontece na vida real. A minha crônica apresentada foi “Jacatirões no Jardim”. E a dramatização foi linda, muito original, pois enquanto ela era lida, algumas pessoas montaram uma árvore na sala e foram distribuídas para o público flores de papel crepon brancas, rosas e lilases, representando as flores de jacatirão e todos foram convidados a colar esses papéis coloridos na árvore. Assim, quando terminou a leitura, a árvore estava florida, coberta de flores de jacatirão. Ouve declamação de poema, também, além do poema de Quintana que estava embutido na minha crônica. Foi uma noite maravilhosa. Um público fantástico, gente que prestigia a cultura de gente da terra e que, com a criatividade e o talento da Célia em organizar, tornaram tudo muito agradável. Uma colega nossa, de banco, que foi com o namorado, contou-nos da impressão dele. Nunca tinha ido a um evento assim, a uma sessão de autógrafos e não imaginava que podia ser tão agradável. Ponto para a Célia e o seu grupo de atores, que com sua dedicação, tornaram possível um encontro literário tão bonito: um encontro de arte, um encontro de artistas, pois o escritor também é um artista, como o ator, como o cantor, etc. Um encontro de escritores com seus leitores, um encontro de atores com seus espectadores. Magnífico....


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