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NAVEGAÇÃO
Hidrovia do Madeira e duplicação da BR-364 são temas de debate

Data da notícia: 2017-08-18 18:24:51
Foto: Divulgação
Na mesa, o presidente da Fenavega, Raimundo Holanda, e autoridades observam Leudo Buriti defender a dragagem do rio Madeira
(Da Redação) “Nosso objetivo aqui é lutar pela construção do acesso ao Porto Chuelo e duplicação do BR-364”. A afirmação é do presidente da Federação Nacional das Empresas de Navegação Aquaviária (Fenavega), Raimundo Holanda Filho, ao abrir sexta-feira (18), em Porto Velho, o debate sobre a Importância do Transporte Sustentável em Rondônia, Amazônia e Impactos pós-UHE.
Aos representantes de entidades de classe, autoridades federais, estaduais, municipais, da Marinha do Brasil e da sociedade de Porto Velho reunidos no auditório da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), ele demonstrou a potencialidade da hidrovia do Madeira, pedindo a união de esforços para alavancar o seu desenvolvimento (sustentável), destacando que não existe navegação forte sem rodovias boas e estruturadas.
Holanda Filho citou investimentos de R$ 1,4 bilhão na melhoria e modernização dos Portos de Rondônia realizados pela iniciativa privada, que reclama dos desperdícios e prejuízos por falta de infraestrutura.
Segundo ele, em que pese tudo isso, a sociedade precisa saber que pela hidrovia do rio Madeira são transportadas 13 milhões de toneladas de cargas por ano, com o maior comboio de balsas já visto, que transportam de uma só vez 40 mil toneladas, carga semelhante a de 1.300 carretas, que é toda conduzida por apenas 12 tripulantes.
O presidente da Fenavega afirmou que as autoridades conhecem a realidade que precisa ser levada também para sociedade para que ela se envolva no processo do desenvolvimento sustentável.
“As pessoas precisam saber da importância da navegação do Madeira”, disse destacando que por ela é que são transportados gêneros e produtos de primeira necessidade, como alimentos, gás de cozinha, combustível e todos os produtos de exportação.
Dragagem e Combate à Pirataria
Assim como ele, o presidente da Sociedade de Porto e Hidrovias de Rondônia (Soph), Leudo Buriti, defendeu os mesmos pontos de vistas, mas destacou uma série de medidas que precisam ser implementadas no sistema de portos e hidrovias do estado para modernizar seus procedimentos em direção ao desenvolvimento sustentável e promover a segurança da navegação.
Segundo Buriti, é preciso avançar na discussão de temas concretos sobre dragagem, sinalização e sobre combate à pirataria ao longo do rio Madeira, medidas que tornam a utilização da hidrovia e o transporte de cargas mais seguros na região, que devem ser acompanhadas de outras obras não menos importantes como a ampliação da malha rodoviária que serve aos portos.
Sobre a dragagem, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) anunciou na quinta-feira (17) o início dos serviços, que na primeira etapa atuará no aprofundamento de sete pontos considerados críticos, a começar pela localidade conhecida como Curicaca, onde está prevista a retirada de mais de 100 mil m³ de sedimentos (areia).
Os demais pontos críticos são Papagaio, Cintra, Três Casas, Conceição, Cujubim e Tamanduá, identificados nos estudos técnicos e confirmados pelas companhias de navegação, e que prometem demandar muito trabalho.
Segundo informações do DNIT, nos próximos cinco anos serão investidos R$ 68,7 milhões para garantir o calado mínimo de 3,5 metros, que é condição básica para a navegação das barcaças que escoam milho e soja de Rondônia e do oeste mato-grossense para os portos do Arco Norte e também para a movimentação de combustível e carga geral entre Porto Velho e Manaus, serviço que após ser concluído vai manter o transporte pela Hidrovia do Madeira competitivo o ano interior, segundo garantiu o ministro Maurício Quintela, dos Transportes, Portos e Aviação.


Fonte: Assessoria


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