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Bom dia! Sábado, 20 / 01 / 2018
HIST?RIA
Exposi??o com mais de 750 obras retrata momentos hist?ricos do Brasil

Data da notícia: 2017-05-25 09:35:26
Foto: Sergio Guerini/Divulga??o Ita? Cultural
Porto de Santos, obra de Benedito Calixto (1890)
A exposi??o Modos de Ver o Brasil: Ita? Cultural 30 anos, que marca as tr?s d?cadas da institui??o, re?ne na Oca, no Parque Ibirapuera, mais de 750 obras que remetem a momentos hist?ricos do pa?s ? desde a primeira obra adquirida por Olavo Egydio Setubal, no fim dos anos 60, ?s novas aquisi??es para a sua cole??o.

A abertura ocorreu na quinta-feira (25), e a mostra segue at? 13 de agosto, ocupando os mais de 10 mil metros quadrados da Oca. A exposi??o ? o maior recorte do Acervo de Obras de Arte Ita? Unibanco exibido em conjunto at? hoje. O acervo ? considerado um dos maiores do mundo e o maior da Am?rica Latina.

Em 1969, o empres?rio Olavo Egydio Setubal adquiriu a obra Povoado numa Plan?cie Arborizada, do pintor holand?s Frans Post, a primeira de um conjunto que soma atualmente cerca de 15 mil pe?as, reunidas no acervo mantido pelo Ita? Cultural ? todas adquiridas com recursos pr?prios.

Para reunir a hist?ria do acervo, que se mescla ? da constru??o do Brasil, os curadores apresentam 20 n?cleos a serem percorridos pelos visitantes, fazendo articula??es e linhas de continuidade e ruptura entre eles. Os trabalhos ocupam os quatro andares da Oca, sem seguir uma sequ?ncia cronol?gica e construindo nexos e di?logos diversificados entre as obras. O objetivo ? que p?blico seja levado a descobertas est?ticas, lingu?sticas, conceituais e pol?ticas, dando indica??es para que novos modos de ver a arte brasileira sejam constru?dos.

Para os curadores Paulo Herkenhoff, Thais Rivitti e Leno Veras, a mostra n?o ? linear. ?Cada visitante ? convidado a organizar seu percurso como experi?ncia de liberdade e capacidade de conhecimento. Modos de Ver dedica-se, em especial, ao p?blico pouco familiarizado com a arte. Os textos nos andares t?m o prop?sito apenas de sugerir caminhos de observa??o, indicar aspectos especiais ou possivelmente desconhecidos, levantar hip?teses e indaga??es. Toda vontade de conhecer a arte ? relevante?, afirma a curadoria.

Obras

Entre as obras que podem ser vistas na exposi??o, as mais antigas s?o os dois mapas Jodocus Hondius: AmericaSeptentrionalis, de 1613, e Henricus Hondius: Accuratissima Brasiliae Tabula, de 1630, al?m dos livros raros Sebastiano Beretario: Iosephi Anchietatae Societatis Iesu Sacerdotis In Brasilia Defuncti Vita, de 1617, Nicolaus Orlandini: Historiae Societatis Iesv, de 1620, e George de Spilbergen: Miroir Oost & West-Indical Auquel sont defcriptes les deux dernieres Navigations, de 1621.

H? tamb?m trabalhos do pintor brasileiro Candido Portinari, considerado um dos mais importantes artistas nacionais do s?culo 20, Emiliano Di Cavalcanti, a escultora Maria Martins, o artista H?lio Oiticica, o escultor ?talo-brasileiro Victor Brecheret e a artista Lygia Clark. Entre os modernistas estrangeiros est? o pintor franc?s Fernand Leger.

A mostra traz ainda a reconstru??o da escultura vertical sem t?tulo, com 5,35 metros de altura, de Asc?nio MMM, que foi encomendada nos anos de 1970, quando Olavo Setubal era prefeito de S?o Paulo. Em 1989, a obra foi retirada para restaura??o pela prefeitura da ?poca, mas foi dada como irrecuper?vel e n?o voltou ao local.

O p?blico poder? conhecer obras de artistas contempor?neos, como Adriana Varej?o, Beatriz Milhazes, Vik Muniz, Berna Reale, Jaime Lauriano, Ayrson Her?clito e Eder Oliveira.

Temas

S?o Paulo ? o foco do piso t?rreo, com fotos e obras da cidade, desde a sua funda??o, at? trabalhos produzidos em 2017. Mesclam-se, nesse piso, temas como o in?cio da vila, passando pela constru??o do interior do estado, com obras de Benedito Calixto, e telas sobre a era do caf?, de C?ndido Portinari. H? ainda obras que retratam a urbanidade da capital paulista, como fotografias dos pr?dios, de Cl?udia Jaguaribe, detalhes de edif?cios, de Claudio Edinger, e paisagens urbanas interpretadas nos grafites de Alexandre ?rion.

No primeiro andar, as obras remetem ao p?s-2? Guerra Mundial, momento em que, segundo os curadores, um conjunto de quest?es aglutinou os artistas brasileiros em torno das artes visuais. Est?o a? obras da primeira gera??o de cin?ticos, como Abraham Palatnik, as cores de Am?lia Toledo e as gravuras de Maria Bonomi.

A exposi??o traz ainda, no segundo piso, a forma??o social do Brasil: o Barroco e Neobarroco, com foco em duas passagens traum?ticas da hist?ria do pa?s ? a escravid?o e a conquista das terras ind?genas. As obras s?o de artistas como Aleijadinho e Mestre Valentim, al?m da contempor?nea Adriana Varej?o. O p?blico ter? acesso ainda a um documento de venda de escravos ao lado da quantidade de moedas de ouro que representava o seu valor como mercadoria.


Fonte: Camila Boehm ? Ag?ncia Brasil


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