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SAÚDE
Agevisa alerta para cuidados nos casos de infecção do açaí

Data da notícia: 2018-01-19 11:38:35
Foto: Assessoria/Divulgação
O médico veterinário Edeilson Ramos mostrou os cuidados que se deve ter na manipulação do açaí nas regiões fornecedoras
A Agência estadual de Vigilância em Saúde (Agevisa) retomará, no primeiro semestre, todas as parcerias com órgãos públicos de produção, consumo e fiscalização sanitária em Rondônia, a fim de detectar e tratar casos de infecção do açaí por parasitos do protozoário Trypanosoma cruzi (barbeiro), inseto que se alimenta de sangue.
Atualmente, mais de 70% dos casos agudos de doença de chagas no Brasil resultam da transmissão alimentar, e esse novo padrão vem se refletindo na apresentação clínica do agravo.
No mais recente levantamento, a Agevisa cadastrou mais de 40 pontos de distribuição de vinho de açaí em Porto Velho, informou, quarta-feira (17), a diretora geral da Agevisa, médica Arlete Baldez.
Em Lábrea (sudoeste do Amazonas), a 400 quilômetros de Porto Velho, subiu para dez o número de casos de pessoas infectadas, informou a Fundação de Vigilância em Saúde daquele estado. Desde o primeiro diagnóstico em 29 de dezembro do ano passado. Uma criança internada recebeu alta. Quase todas são da mesma família.
De algum tempo para cá, a ocorrência de Doença de Chagas aguda tem sido observada em diferentes estados, em especial na região da Amazônia Legal, principalmente por causa do tipo de transmissão. O último caso conhecido em Rondônia foi notificado em Cacoal: um homem se contaminou via oral.
Vítimas apresentam sintomas de edema de face, hemorragia e dor abdominal, além do comprometimento do coração, que também ocorre na forma clássica da doença.
O monitoramento e o controle por amostras são feitos no Laboratório Central (Lacen) da Secretaria Estadual de Saúde.
O Ministério da Saúde estima a existência de dois a três milhões de indivíduos infectados no país. “Boas práticas representam a segurança para o comércio e o consumo do vinho que pode ser agravado pela contaminação do barbeiro em ambiente silvestre”, assegurou a diretora.
O Programa Estadual de Controle da Malária promove cursos anuais para microscopistas, e esses mesmos servidores também são treinados para identificar parasitos na gosta espessa (tipo de amostra coletada para a pesquisa do plasmódio).
As duas maiores regiões fornecedoras de açaí – ainda não há estatística do total de litros diários – da capital são o Baixo Madeira e o Vale do Jamari.
“Água da lavagem dos grãos, embalagem e armazenamento do vinho devem ser bem observados; numa das recentes análises foi encontrado coliforme fecal no fruto, que é consequência da lavagem malfeita”, alertou o médico veterinário da Agevisa Edeildon Mendes Ramos.
A manipulação é fundamental: “A temperatura de congelamento não inativa o parasito. O barbeiro fica no cacho, a bateção deve ser bem feita, porque o açaí faz parte de uma atividade econômica para qual também se exige a credibilidade de quem o comercializa”


Fonte: Assessoria


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