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Bom dia! Quarta-feira, 24 / 01 / 2018
PREMATURIDADE
Investimentos em saúde ajudam na sobrevivência de prematuros

Data da notícia: 2017-11-29 11:16:25
Foto: Assessoria/Divulgação
O trabalho da equipe médica e equipamentos adequados dão mais esperança de vida para os bebês prematuros
Emanuel era esperado para nascer em novembro, mas o parto aconteceu aos seis meses de gestação. Uma surpresa para a estudante Luana Tainara Dilas Borges, de 18 anos. Mãe pela primeira vez, ela contou que o nascimento prematuro do filho trouxe amadurecimento e força. Ele chegou a ser desenganado pelos médicos três vezes, mas lutou pela vida na UTI Neonatal do Hospital de Base Ary Pinheiro. ‘‘Meu sonho é sair daqui com ele nos braços’’, afirmou Luana.
A UTI Neonatal do HB possui 24 leitos e há crianças que chegam a ficar até cinco meses no local, que dependem do ganho de peso e das condições clínicas. Emanuel está há três meses na UTI. ‘‘Estava fazendo o pré-natal todo direitinho e de uma hora para outra a placenta descolou. Aí, quando ela estava quase se recuperando a minha bolsa estoura. Então eles me encaminharam de Cacoal para Porto Velho, onde ele nasceu’’, explicou.
Luana não se afasta por muito tempo do filho. Das 9h até as 18h, ela fica ao lado do filho todos os dias. ‘‘Eu me sinto segura perto dele. Se eu ficar um dia sem vir, fica faltando algo em mim’’. Sem previsão que ele tenha alta, Luana segue confiante de que o filho logo se recupere. Tão pequeno, e o bebê já possui uma história de superação. ‘‘Já deu convulsão nele, falta oxigênio no cérebro dele, deu hemorragia, fungos, bactérias. Já era para ele ter ido, foi desenganado três vezes, mas ele é forte, ele está lutando’’, assegurou.
De acordo com a chefe da UTI Neonatal do HB, referência nos partos com graves complicações, Andrea Castro, o nascimento de bebês prematuros como o Emanuel é comum no local. “Um terço dos nascidos vivos são prematuros. Em 2016, de três mil partos realizados, cerca de 1.080 nasceram antes da gestação completa e esse ano continua sendo um terço’’, admitiu Andrea.
O Brasil, segundo Organização Mundial da Saúde (OMS), ocupa a 10ª posição no ranking mundial de prematuridade. O problema, segundo a chefe da UTI Neonatal do HB, está relacionado principalmente a doenças maternas como diabetes, hipertensão, infecções de urina, uso de drogas lícitas e ilícitas, gestações múltiplas e ausência de acompanhamento pré-natal.O setor de obstetrícia do hospital se mobiliza para evitar que as gestações resultem em partos prematuros e concentram o esforço no controle da pressão arterial e da diabetes, assim como outros fatores envolvidos. Mas quando o parto antecipado acontece, é preciso voltar todos os esforços para que o bebê tenha condições de sobreviver ainda que não tenham completado toda a formação dentro do útero.
Uma das estratégias é o método canguru, que reúne uma série de cuidados para as crianças e estimula os vínculos materno e paterno. ‘‘Quando eu cheguei aqui, há 14 anos, não tinha a menor condição, eles não sobreviviam. Hoje em dia, essa não é mais a nossa realidade’’, afirmou. Trabalho em conjunto e equipamentos adequados dão mais esperança para os prematuros.


Fonte: Assessoria


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