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HISTÓRIA
Cem anos separam a localidade de Urupá da atual cidade de Ji-Paraná

Data da notícia: 2017-11-23 11:18:08
Foto: Assessoria/Divulgação
A estação telegráfica Presidente Pena foi instalada no povoado em dezembro de 1914
Mais de cem anos se passaram depois que o primeiro seringueiro pisou no local que mais tarde nasceria a cidade de Ji-Paraná. O município como é conhecido hoje, surgiu a partir do acampamento de seringueiros, que lhe valeu o nome de Urupá (tribo indígena que já desapareceu), e, mais tarde com a instalação do posto telegráfico Presidente Afonso Pena (14 de dezembro de 1914), foi chamada de Afonso Pena.
Os primeiros colonizadores desembarcaram na região a partir da segunda metade do século XIX, à procura dos grandes seringais. O leito do rio Machado, anteriormente chamado de Ji-Paraná, foi o caminho para que viessem para cá centenas de seringueiros que se tornaram protagonistas da saga ji-paranaense.
A história conta que os primeiros casebres surgiram no encontro das águas dos rios Ji-Paraná e Urupá. Com o passar dos anos, o que era apenas uma trilha de acesso para os grandes seringais, se tornou um ponto permanente para embarque e desembarque da borracha. Várias publicações citam o “Barracão de Urupá” como a principal referência da região do rio Ji-Paraná ou Gy-paraná, como se escrevia na época.
A presença constante de seringueiros também foi determinante para que durante o período de exploração da região (que foi de 1907 a 1909), para construção de uma rede de telégrafo pelo então tentente-coronel Cândido Mariano da Silva Rondon, aqui também se instalasse um posto telegráfico, já como projeto de se tornar com um povoado anos mais tarde.
No dia 14 de dezembro de 1914, foi inaugurada a estação Presidente Pena, em homenagem ao ex-presidente da República, Afonso Augusto Moreira Pena que faleceu no dia 14 de junho de 1909. Afonso Pena foi um grande incentivador da implantação de linhas telegráficas pelo país e Cândido Mariano Rondon fez a homenagem ao político brasileiro, marcando a história local. Quis o destino que um dia depois, segundo o livro “Rondon conta a sua vida”, em 15 de dezembro de 1915, fosse inaugurada na estação Presidente Pena a linha telegráfica que se estendia de Cuiabá até Santo Antônio do Rio Madeira, duas cidades mato-grossenses, que tinham entre elas mais de 2 mil quilômetros de fios, contando com os ramais para as cidades de Cáceres e Guajará-Mirim.
A direção rumo à bacia do Gy-paraná só foi reencontrada em um novo ciclo da borracha nos anos de 1940 durante a 2ª Guerra Mundial e pela descoberta de diamantes em meados da mesma década. Os ciclos da borracha e do diamante trouxeram milhares de aventureiros que procuravam realizar o sonho de riqueza e prosperidade. A nova corrida para produção da borracha coincide com a decisão do presidente Getúlio Vargas de criar em 13 de dezembro de 1943 o Território Federal do Guaporé, com áreas desmembradas do Mato Grosso e Amazonas. No início, foram criados quatro municípios. Um ano depois, passou para três o número de localidades no novo território e, em 1945, com os ajustes nos limites internos, ficaram apenas os municípios de Guajará-Mirim e Porto Velho (capital).
Porto Velho possuía cinco distritos e um deles era o de Rondônia (primeira homenagem a Cândido Rondon no território que mais tarde levaria o nome dele). A localidade, antes chamada de Urupá e Presidente Pena, passou a ser oficialmente denominada de Distrito de Rondônia.
Nos anos seguintes, por ser sede do distrito e possuir categoria de vila, o lugar foi chamado de Vila de Rondônia. Muito em função de o território também ter passado a se chamar Rondônia (em fevereiro de 1956). Mesmo não sendo oficial, Vila de Rondônia foi o quarto nome dado à atual Ji-Paraná.


Fonte: Mais de cem anos se passaram depois que o primeiro seringueiro pisou no local que mais tarde nasceri


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