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MOSTRA FOTOGRFICA
Exposies retratam negros e ndios no Complexo Cultural Teatro Deodoro em Macei

Data da notícia: 2017-09-16 10:43:34
Foto: Adalberto Farias
Mostras trazem culturas distintas, peculiares, mas dialogam ao trazer tona traos de povos marcados pela luta e resistncia
Dois artistas, referncias na fotografia alagoana, esto apresentando seus trabalhos em exposies simultneas, no Complexo Cultural Teatro Deodoro. Ailton Cruz revela seu olhar sobre povos africanos em Angola: viajando com os olhos. J Silo Amorim, expe sua viso sobre tribos indgenas em Memrias: narrativas em preto e branco.

As mostras trazem culturas distintas, peculiares, mas dialogam ao trazer tona traos de povos marcados pela luta e resistncia.

As visitas podem ser feitas at 17 de outubro, de segunda a sbado, das 8h s 18h, exceto s quartas-feiras, quando o horrio se estende at 20h, e, aos domingos e feriados, das 14h s 17h. A entrada gratuita. Grupos de escolas e instituies devem agendar a visita pelo e-mail escolasditeal@gmail.com ou pelo telefone (82) 98884-6885 e (82) 98819-5010.

A exposio Angola: viajando com os olhos traz 49 fotografias coloridas, captadas por Ailton Cruz em sua viagem ao pas africano como consultor do primeiro jornal de economia e finanas de l. O lugar vivia um perodo de ps-guerra, era proibido fotografar, mas Ailton conseguiu fazer seus registros. Mesmo tendo sido preso por isso, continuou seu ofcio, trazendo um enorme e belo acervo.

J a mostra Memrias: narrativas em preto e branco apresenta 30 fotografias feitas com cmera analgica em preto e branco, reveladas com nitrato de prata sobre gelatina, impressas sobre papel fotogrfico ILFORD de fibra. As imagens so fruto de um trabalho de pesquisa do antroplogo Silo Amorim.

Ailton Cruz comparou a experincia ao Prmio Esso de Jornalismo. Para mim foi como ganhar o Prmio Esso. Ir para Angola e ter acesso cultura, a esse material todo aqui, foi uma experincia cultural e antropolgica. Fui para trabalhar em Angola, aproveitei para conhecer o pas a fundo. No os pontos tursticos; fui para as tribos, onde tinha a pobreza. L, s tem duas classes: o pobre e o rico, e o pobre muito pobre e o rico muito rico, mas a cultura riqussima, o povo alegre... a minha segunda ptria ali. H oito anos, as fotos estavam prontas e, agora, pela primeira vez, chegar e ver a exposio aqui, me emociono. Eu quero que o pblico veja e viaje com os olhos, afirmou o fotgrafo Ailton Cruz.

Silo Amorim iniciou a pesquisa de mestrado com os ndios do Serto, apresentados na mostra, em 1999, e terminou dez anos depois. Espero, com a exposio, que a populao reconhea que ns temos uma populao indgena forte, que reconhea neles uma humanidade, uma luta, uma busca por territrio, e que o pblico se veja diante dessa situao. a primeira vez que estou expondo no Complexo Cultural Teatro Deodoro; um espao importante, que recebe muitos artistas, do Estado, que tem que se comprometer com essa causa. E importante que o pblico venha, disse.

A diretora-presidente da Diteal, Sheila Maluf, ressaltou a excelente qualidade dos trabalhos dos fotgrafos e a relevncia dos temas abordados na mostra. fundamental dar visibilidade a esses povos. A mostra promove um aprendizado, um circuito cultural; so duas produes independentes, mas que dialogam entre si. Ento, vale a pena conferir, esto todos convidados, acrescentou Sheila Maluf.

O jornalista e professor Ccero Rogrio, que esteve na abertura, destacou a importncia das exposies. Eu acho de extrema importncia poder retratar, nas imagens fotogrficas, tanto a questo dos povos indgenas alagoanos, quanto tambm o povo negro, especificamente de Angola, porque so duas etnias, dois povos, que embora paream distintos, claro, cada um dentro da sua particularidade, eles se juntam pela resistncia. So dois povos que resistem at hoje para serem reconhecidos como cidados, trabalhadores, para participar desse mundo, e isso significa ter seus direitos respeitados. No caso dos ndios, ter acesso terra e, dos negros, combater toda a espcie de racismo. A importncia dessa exposio essa: o olhar do outro para esses povos, para que a gente lute, cada vez mais, por respeito, por dignidade, para que quem sofre mais socialmente falando, tenha condies de viver e ser feliz. E a arte tem esse papel, ressaltou Ccero Rogrio.

Sobre os artistas

Ailton Cruz, natural de Utinga, em Rio Largo, iniciou sua carreira em 1976. formado em Jornalismo pelo Centro de Ensino Superior de Macei (Cesmac), com extenso em Antropologia Visual, pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal). Descobriu a paixo pela fotografia ainda na infncia, quando aprendeu a retratar imagens com filmes em preto e branco.

Silo Amorim, de Palmeira dos ndios, professor no curso de Cincias Sociais na Universidade Federal de Alagoas. Formado em Antropologia Social pela Escola Nacional de Antropologia e Histria/ENAH, mestre em Multimeios pela Universidade Estadual de Campinas e doutor em Antropologia Social pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, tem experincia na rea de Antropologia, com nfase em Antropologia Visual, atuando, principalmente, nos temas antropologia, imagem, comunicao e identidade, antropologia indgena e antropologia social.

Servio:

Exposies Angola Viajando com os olhos, do fotgrafo Ailton Cruz, e Memrias -Narrativas em Preto e Branco, do antroplogo e artista visual Silo Amorim.
Visitao At 17 de outubro
Horrios - s segundas, teras, quintas e sbados, das 8h s 18h; s quartas, das 8h s 20h; e, aos domingos e feriados, das 14h s 17h
Local Complexo Cultural Teatro Deodoro, vizinho ao Teatro Deodoro, Centro de Macei
A entrada gratuita.
Grupos de escolas e instituies devem agendar a visita pelo e-mail escolas@gmail.com ou pelos telefones (82) 98884-6885 e (82) 98819-5010.


Fonte: Hannah Copertino/Agncia Alagoas


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