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Boa tarde! Quarta-feira, 16 / 08 / 2017
TRADIÇÃO
Definido calendário da Festa do Divino para 2018

Data da notícia: 2017-06-09 18:21:35
Foto: Bruno Corsino
Maria Isabel e Orlando se dedicam à irmandade desde 2003
(Da Redação) O Conselho Geral da Irmandade do Divino Espírito Santo e membros das 15 diretorias que representam comunidades ribeirinhas de Rondônia e da Bolívia, no limite com o Vale do Guaporé, região onde há 123 anos é realizada a Festa do Divino Espírito Santo, aprovaram em reunião, em Surpresa, distrito de Guajará-Mirim, o calendário para a Festa do Divino de 2018.

Foram discutidos o tempo que a romaria vai ficar em cada localidade a ser visitada e qual será a comunidade que recepcionará a coroa no final do evento.

O coordenador do Conselho Geral da Irmandade do Espirito Santo, Orlando Ibanez Cuellas, disse que é tradição em cada localidade, onde se encerra a festa religiosa, após 50 dias, aproveitar a oportunidade em que as lideranças de regiões longínquas estão presentes para discutir a jornada que se encerra, seus contratempos e acertos, e iniciar a organização da próxima edição.

O grupo se reuniu nas dependências da Escola Estadual Salomão Melgar, onde funciona turmas do ensino fundamental, duas salas para mediação tecnológica e o Centro Estadual de Educação de Jovens e Adultos (Ceeja).

Em 2018, a Festa do Divino Espírito Santo iniciará no dia 4 de abril, na comunidade de Surpresa, com cerca de 1.500 habitantes, e concluída na localidade boliviana de Versalhes, onde as atividades ocorrerão de 16 a 20 de maio. Ao todo, 38 localidades receberão os romeiros.

Membro da irmandade, Orlando Cuellas, natural de Costa Marques, encontrou em Minas Gerais Maria Isabel Rodrigues, com quem se casou há 30 anos. Ele é formado em administração de empresas, trabalhou mais de três décadas em uma multinacional e voltou a morar em Costa Marques, onde coordena a festa, que mesmo com as dificuldades de logística, acontece anualmente.

“A maior dificuldade que a gente tem é prover a romaria do combustível necessário. A parte da alimentação é fornecida pelas próprias comunidades ribeirinhas. O grande dilema, todos os anos, é o combustível para vencer mais de dois mil quilômetros entrando pelo rio Guaporé e seus afluentes. Para atender à romaria, entre a catequese (preparação dos membros da irmandade) e o fim dela, são 50 dias”, ressaltou, completando que são necessários 2.300 litros de diesel.

Segundo Maria Isabel, a despesa inclui lubrificantes, gasolina para suporte do motor e polpa e para uma situação de emergência identificada pelo “mensageiro” que atua anunciando a chegada da coroa em cada localidade a ser visitada, para que os moradores se preparem para receber o cortejo religioso.

“A dificuldade de transporte, graças a Deus, é sempre vencida. Muitas diretorias representam regiões mais humildes, que não têm condições de ter o combustível total que procuramos determinar para cada uma. Essa cota estipulada é igual para todos. Por isso, é preciso começar a trabalhar com antecedência”, explicou.

Orlando Cuellas afirmou que a assembleia é autônoma, decide quantos dias a romaria vai ficar em cada lugar para que a diretoria da comunidade trabalhe com antecedência. “Fazemos no conselho geral da Irmandade um link com as 15 diretorias para que observem a aplicação do estatuto”.

As diretorias estão instaladas nos municípios de Costa Marques, São Miguel do Guaporé e Pimenteiras, e as localidades de Surpresa, Forte Príncipe, Pedras Negras, Porto Murtinho, do lado brasileiro, além de Cafetal, Piso Firme, Bela Vista e Versalhes, do lado boliviano.


Fonte: Secom- Mara Paraguassu.


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